"Não é grande coisa possuir força, de qualquer tipo que ela seja, mas  é  grande  coisa  saber  usá-la  como  se  deve.  Diodorus Siculus, Historical  Library, 9.14.1." 


No final  dos  anos  80,  depois  de  uma  meteórica  passagem  pelas  competições,  decidi estender  a  minha  atividade  atlética  para  a  iniciativa  privada.  Havia personalizado com sucesso  o  método  desenvolvido  por  Mike  Mentzer  juntamente  com  o  empresário  e fisiologista  Arthur  Jones,  inventor  de  uma  legendária  e  revolucionária  marca  de equipamentos  de  fisiculturismo.  Mas era  necessário  criar  uma  nova  cultura  que rompesse  com  os  estereótipos e  preconceitos locais  sedimentados  durante  décadas,  que associavam  o fisiculturismo  a uma  imagem um  tanto bizarra.

Foi  então  que  nasceu  a  POWER  GYM,  a  primeira  academia  de  Minas  Gerais  a empregar  equipamentos  “Nautilus”,  a  adotar  um  método  de  fisiologia  do  exercício aplicada,   e diante  treinamento  de  alta  intensidade –  o  High  Intensity  Training –  e assistência  personal  training.  Influenciado  pela  Filosofia  Existencialista  e  a Somaestética  de  Mentzer,  mais  do  que  clientes  comerciais,  eu  procurava  um  discípulo que  fosse  capaz  de dominar  os  princípios  fundamentais  do  HIT,  que  aprendesse  a monitorar  e  interpretar  os  sinais  de  biofeedback  do  seu  corpo  e  fosse  capaz  de  fazer  de si  mesmo  um  projeto  em execução. 



Foi  quando  o  ainda  adolescente  Marcelo  de  Paula  mudou-se  de  sua  cidade  natal exclusivamente  para  treinar  na  academia  mais  inovadora  da  região.  Identifiquei  em Marcelo  o  entusiasmo  apaixonado  que  move  todos  aqueles  que  se  fazem  grandes no destino  e  na  história.  Aliada  à  motivação  explosiva,  identifiquei  no  jovem Marcelo a peculiaridade  da  inteligência  múltipla  e  um  biótipo  mesomorfo  favorável.  

Inicialmente, Marcelo  familiarizou-se  com  a  cinesiologia  e  biomecânica  dos  movimentos  e,  em seguida,  passou  a  dominar  técnicas  mentais  necessárias  para otimizar  o  recrutamento das fibras  musculares  em cada exercício.  Surpreendi-me  com  a  facilidade com  que ele  assimilava  o  torque  máximo  de  cada exercício  e  as  explicações  matemáticas  que  recebia  acerca  do  ponto  de  contração máximo  de  cada  músculo.  Marcelo  passou  a  dominar  técnicas praticamente impossíveis  para  jovens  que  sempre  procuram  “receitas”  prontas.  Dentre  estas  técnicas  pode-se  aventar a  tensão  contínua,  a  exploração  máxima  da  fase  excêntrica lenta  (slow),  ou  o  pré-estiramento. 



 No  fim  dos  anos  80  podia-se  literalmente  contar  nos  dedos  os profissionais  que  já  haviam  ouvido  qualquer um destes  termos.  Todavia  ali  estava  um jovem  de  17  anos  que  não  somente  estudava  princípios  fundamentais  antes  de  aplicá-los,  mas  que  o  fazia  a  seu  modo,  obedecendo  ao  princípio  da  especificidade  do treinamento  e a irredutibilidade  fisiológica  e metabólica  de cada atleta. Marcelo  era  fortemente  impressionado  com  a  exemplaridade  mítica  dos  heróis  e,  por isso,  explorei  passagens  de  Nietzsche,  um  dos  Filósofos  mais  lidos  por  Mentzer,  como meio  de  estimular  sua  auto superação. Dizia-lhe  eu:  - O  que  é  um  primata  diante  de você  a  não  ser  uma  caricatura?  Eu  lhe  apresento  o  super-homem:  o  que  você  vê  no  espelho  hoje  será  uma  caricatura  do  que  você  será  amanhã. Por  isso,  Marcelo  pôde  operar  a transposição  de  um  treinamento  focado  em  metas  imediatas  (competições)  para  um projeto  de  crescimento  pessoal  mais  amplo.  Embora  seu  entusiasmo  o  levasse  a  se precipitar  precocemente  a  competir,  os  primeiros  resultados  negativos  serviram-lhe  de estímulo  para  buscar  sempre  a  perfeição.  Creio  que  Marcelo  tenha  sido  o  primeiro  atleta a  conjugar,  com  critérios  técnico-científicos,  treinamento,  nutrição,  suplementação  e técnicas  restaurativas  de  modo  cíclico.  Simultaneamente,  iniciou  sua  carreira  como atleta-empresário  e foi  o primeiro  atleta  no cenário  nacional  a se profissionalizar. 



Sua  extraordinária  dotação  natural  para  as  relações  humanas  e  seu  carisma  único forjaram  o  valor  agregado  de  uma  verdadeira Trade Mark: “Marcelo de Paula”. Não obstante,  o  sucesso  pessoal  e  empresarial  não  constituem  limites  para  Marcelo.  Seu objetivo  é  a  transposição do  domínio  estético  somático  e  da  prática  empresarial  para  o cuidado de si e o cumprimento do preceito délfico de adotado por Sócrates: “conhece-te a ti mesmo”. 

A  ascensão  é  uma  escada  que  se  estende  diretamente  até  o  céu,  pois  da  simetria e beleza  física  se  passa  para  a  beleza  das  relações  humanas  e  destas  para  a  beleza  do  equilíbrio das  virtudes,  passando  pela  beleza  da  melhoria  da  humanidade,  a  beleza  cósmica,  até que se chegue  a contemplar  o grande  oceano  do belo. Marcelo  procurou-me  para  orientá-lo  de modo  a deixar  um  legado  de  excelência,  já  que de  nada  adianta  ter  força:  é  preciso  saber  usá-la  bem.  De  minha  parte,  só  posso reafirmar  o que já dissera  outrora:  

Navigator, go on the skyway to Heaven! 

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